São Gabriel da Cachoeira

São Gabriel da Cachoeira fica na margem esquerda do Rio Negro, a 850 km de Manaus – em linha recta, pois lá só se chega de barco ou avião. Faz fronteira com a Colômbia e a Venezuela, além de ser o principal acesso ao Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil, com 3.014 m de altitude.

Em São Gabriel da Cachoeira, cerca de 90% da população é composta por índios e descendentes. A maior parte do município é formada por terras indígenas, cujo acesso depende da autorização da FOIRN. A região reúne, ao longo do médio e alto Rio Negro, 430 povoados que abrigam cerca de 35 mil índios de 23 grupos distintos. Juntos, representam 10% da população indígena brasileira.

 

:: Como será

A cidade é emoldurada pela Floresta Amazónica com as suas serras imponentes – como a da Bela Adormecida -, as grandes corredeiras do Rio Negro, as belas praias fluviais de areias brancas, cachoeiras, corredeiras e morros.

Num rápido passeio a pé, podemos conhecer as principais edificações de São Gabriel da Cachoeira, como a igreja principal; o colégio São Gabriel, de onde se tem uma boa visão do Rio Negro; e a sede da Federação das Organizações Indígenas do Alto Rio Negro – FOIRN, onde é possível comprar artesanato indígena, consultar publicações desses povos e ver fotografias históricas.

 

:: Sua historia
A povoação foi criada em 1668 e em 1833 tornou-se freguesia do município de Barcelos. Em 1891 foi elevado a município. Esteve de novo incorporado em Barcelos entre 1930 e 1935. Foi elevada a cidade em 1938. Designou-se Uaupés entre 1943 e 1952.

 

:: Como chegar

Via Aérea: o acesso mais prático é por via aérea; a viagem leva cerca de duas horas, partindo de Manaus para São Gabriel da Cachoeira.
Via Fluvial: de barco, pelo Rio Negro, são três a quatro dias de viagem até à cidade, com saída de Manaus.

 

:: O que fazer

Passeios e visitação à:

Parque Nacional do Pico da Neblina
Reserva Biológica Estadual Morro dos Seis Lagos
Morro da Fortaleza
Morro da Boa Esperança
Serra da Bela Adormecida
Praia Grande

Compras

Artesanato indígena
Cestos de palha, redes, utensílios das várias etnias existentes ao redor de São Gabriel. Podem ser comprados na sede da FOIRN, que fica na Avenida Álvaro Maia, s/n. Tel.: +55 (92) 3471-1349.

 

:: Atrações

Parque Nacional do Pico da Neblina
É o segundo maior Parque brasileiro e o terceiro de toda a América Latina. Apresenta uma diversificada beleza paisagística. No seu conjunto de montanhas, situa-se o ponto culminante do Brasil, o Pico da Neblina, com 3.014 m de altitude – alvo permanente da atenção de cientistas e pesquisadores. Também se encontra nos seus limites a segunda maior elevação do País, o Pico 31 de Março, com 2.992 m.

A vegetação da área compreende diversas formações e abriga uma das faunas mais ricas do país, com várias espécies em vias de extinção. As visitas devem ser marcadas e são realizadas só com o acompanhamento de guias. Para obter mais informações, ligar para a sede do Parque, +55 (97) 3471-1617.

Reserva Biológica Estadual Morro dos Seis Lagos
Localizada dentro da área do Parque Nacional do Pico da Neblina, conta com seis lagos de cores diferentes – fenómeno que se dá devido aos minérios presentes ali. No local, foram detectadas valiosas reservas de nióbio, um material usado em ligas de alta tecnologia; além de boas quantidades de tantalita e cassiterita. A sua área coincide com a da Terra Indígena do Balaio e apenas pode ser visitada para fins educativos e de pesquisa. A flora e a fauna do morro são constituídas por pequenas árvores e animais, como onças e jaguatiricas, entre outros. O pássaro mais comum ali é o capitão-do-mato, uma espécie de sentinela da floresta cujo assobio é como um alerta geral. Há pouca água potável – a dos lagos é imprópria para beber, sendo indicada apenas para banhos.

Morro da Fortaleza
Trincheiras do forte construído ali em 1763. A grande atracção é a pedra da Anta e os seus estranhos desenhos em alto relevo: um pernil, vísceras de animais e uma pegada humana. As lendas contam que são restos petrificados de uma anta, que alimentou uma tribo faminta que vagava pela região.

Morro da Boa Esperança
Na subida do morro, painéis de azulejos na rocha relatam a via-crúcis. No alto, encontram-se as capelas de Nossa Senhora Auxiliadora e do Cristo Crucificado. Ao lado, duas pedras gigantescas equilibram-se sobre outras menores.

Serra da Bela Adormecida
As montanhas desenham o perfil da princesa do conto de fadas, com seios fartos e cabelos escorridos, que adormece a 30 km da cidade, esperando até hoje o beijo do príncipe. É bonito apreciá-la do alto do Morro da fortaleza.

Praia Grande
No Rio Negro, esta e outras pequenas praias são temporárias, e aparecem entre Setembro e Janeiro – na época da seca do rio. A Praia Grande tem uma faixa de 500 m de areia branca e águas geladas, por causa dos riachos que descem do pico da Neblina. Não se iluda com a aparência tranquila do rio, pois a correnteza é forte e traiçoeira.

Linha do Equador
Situada na BR-307, por volta do km 25. Na estrada, uma placa e um bloco de cimento revelam onde passa a linha imaginária que divide a Terra em duas partes. Permite uma fotografia bem interessante.

Aldeias indígenas
Tucanos, Ianomâmis e Banivas vivem no Alto Rio Negro. As aldeias mantêm os costumes primitivos. O acesso é feito por voadeiras – barcos com motor de popa -, em viagens que duram de 6h a 12h. As visitas são realizadas apenas com autorização da Funai. Mais informações: +55 (92) 3471-1187.

 

:: Praias

Praia Grande
No Rio Negro, esta e outras pequenas praias são temporárias, e aparecem entre Setembro e Janeiro – na época da seca do rio. A Praia Grande tem uma faixa de 500 m de areia branca e águas geladas, por causa dos riachos que descem do pico da Neblina. Não se iluda com a aparência tranquila do rio, pois a correnteza é forte e traiçoeira.